Translactação, você sabe o que é?

Bom dia, pessoal!

Como eu comentei no post anterior uma das minhas maiores dificuldades nos primeiros dias da Maria Luísa foi a amamentação.

Meu leite demorou pa descer e pra completar eu não tinha bico no peito, nunca tive mesmo, mas ele nunca tinha feito falta.

Ainda no pré-natal eu comentei com a minha ginecologista sobre isso, que eu ficava preocupada em não conseguir amamentar, e ela disse pra eu não me preocupar que o bico se formaria quando o bebê começasse a sugar. De fato se formou, e até relativamente rápido, o problema maior foi a baixa produção de leite.

As enfermeiras da maternidade foram umas fofas. Todas elas. Preciso até entrar no site da maternidade pra fazer esse registro, como fomos bem tratados por lá. Logo nos primeiros dias me ensinaram a fazer a translactação, que pode ser chamada também de realactação, no caso de bebês prematuros que não tem força pra sugar e quando recebem alta é que passam a mamar no peito.A transladação é uma técnica muito simples, mas que salvou a minha amamentação. É preciso colocar o bebê pra mamar no peito e introduzir uma pequena sondinha no cantinho da boca dele acoplado. Então um lado da sonda fica na boca do bebê e o outro acoplada a um recipiente que armazena o leite de fórmula, já que no peitinho ainda não tinha. Ele suga na mama, o que estimula a produção de leite, se alimenta, o que é muito importante ainda mais nos primeiros dia de vida, e ainda mantém o seio como referência de alimentação. Na maternidade, a cada 3 horas entrava uma enfermeira no nosso apartamento com um potinho e um canudinho na mão. No começo era quase uma guerra. Pela ausência de bico era muito difícil fazer a Maria Luísa pegar  o peito, e olha que ela suga suuuuper bem desde de antes de nascer – estava chupando dedo em todas as ecografias que eu fiz -, então tivemos outro aliado: o protetor de silicone, ou bico de silicone. Ele ajudou na formação do meu bico, e assim a Malu pegava rapidinho o peito e secava o potinho em segundos.

A transladação é uma tecnica muiiiito simples e me ajudou enormemente. Primeiro emocionalmente, porque apesar do leite que ela estava mamando não ser o meu, eu tinha o conforto de ter ela sugando no meu peito. Mesmo com dor eu me sentia muito presente e importante para ela, segundo no início da produção do leite mesmo. Tenho certeza que o fa
to dela estar sempre sugando ajudou bastante o leite a descer. Voltamos 12047763_10206692483623065_1677479877_npra casa levando vários potinhos e muitas sondinhas, e usamos em todas as mamadas até uns 10 ou 15 dias. Pensem que ela mamava a cada 3 horas e esse intervalo já estava começando a diminuir. Então além de estressante e cansativo era muito frustrante não ter leite. Depois, já com o mamilo MUITO ferido e já com uma produção significativa de leite, comparada a do dia de alta do hospital, abandonei os potinhos e partimos pra mamadeira, que a essa altura eu precisava oferecer apenas uma ou duas vezes ao dia. Até procurei potinhos e sonda pra fotografar pra vocês, mas acho que num momento de fúria do puerpério joguei os potinhos fora, só encontrei sondas e tampas e desisti da foto.

12071393_10206692467862671_1989738128_nEu sempre questione o porquê de uma mulher não amamentar no seio o seu filho (#mordendoalingua1) e hoje eu sei exatamente o que acontece. E vou ser bem sincera, por diversas vezes eu pensei em desistir, pensava: essa vai ser a última vez, não aguento mais. Mas eu sentava, chora e percebia que o dia seguinte era sempre melhor que o anterior, às vezes tínhamos umas recaídas, mas estávamos sempre em evolução, e eu tinha MUITA vontade de ver minha bebezinha se alimentando apenas do leite materno. E seguimos em frente, com o apoio incondicional do meu marido e da minha mamis. Eles também foram responsáveis por esse sucesso.

Hoje estamos só no peitinho, gente! Mamilos ainda um pouco sensíveis, mas comparado ao que já passamos eles estão é jóia. E continuo tratando deles com Dersani. Já quase nem choro mais. Por esse motivo. rs

Então, se você precisar usar essa técnica pra alimentar o seu bebezinho: USE e acredite que pode dar certo. Comigo deu!!!

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Essa foi uma das primeiras traslactações que fizemos na nossa casinha! Estávamos super felizes de estar finalmente em casa e com o nosso pacotinho nos braços.

No começo eu só conseguia com ajuda, mas logo me desenrolei e fazia até melhor quando estava sozinha.

Cansativo, desgastante, mas valeu a pena.

A doce e solitária alegria de gestar…

Esses dias conversando com uma amiga me dei conta de quanta coisa mudou nesses meses de gestação.

Lá se vão 235 dias, 33 semanas e quase 8 meses (segundo o aplicativo Pregnancy). Descobri e aprendi muita coisa nessa caminhada. Coisas que certamente me tornam diferente a cada dia.

Constatei que a gestação me fez mais maleável com algumas certezas que sempre tive. Mudei de opinião sobre inúmeras coisas, mas me tornei mais crítica e seletiva em outros casos. É impressionante como todo mundo sabe o que é melhor pra você e pro seu bebê, antes mesmo dele nascer. E olha que agora a dor e delícia de carregar ela é só minha, imagina quando ela estiver chorando na orelha de outrem..rs

Percebi também que a gravidez é uma alegria muito solitária. Estamos 24 horas por dia grávidas, durante todo aquele período que já falei ali em cima, e ainda não acabou. Então são muitos dias, alegrias, angústias e descobertas.

Enquanto estamos explodindo de emoções, dúvidas e certezas, as pessoas ao nosso redor estão vivendo normalmente. O que já era de se esperar, né? Afinal, é dentro de mim que cresce outra pessoa. Quando ela colocar a carinha no mundo aí vai ficar mais fácil ser notada por outras pessoas.

E esse foi um dos motivos para eu criar o Blog. Pra eu poder registrar aqui, e dividir também, todos esses acontecimentos.

Aqui converso comigo mesma e converso com você também, porque acompanho pela estatística que sempre passa alguém por aqui pra dividir comigo meus escritos, e eu acho isso super legal! 🙂 Me faz feliz!

Essa semana estamos com a casa de ponta cabeça montando o quartinho da Maria Luísa e isso tem me deixado cada vez mais perto de sentir minha nenénzinha no meu colo. É muito delícia, gente… Uma emoção difícil de descrever.

Logo, logo vou poder mostrar alguns detalhes do cantinho dela para vocês.