Você tem filhos? Viage com eles. 

Nós sempre fomos uma família de aventureiros daquelas que gostam muito de passear viajar. A noite jantamos em uma um lugar super bacana e almoçamos no dia seguinte na Feira da Torre (comércio local bem simples e popular). Nunca medimos nosso grau de satisfação pelas cifras gastas no programa, e sim pela experiência que aquilo nos proporciona, essa sim é capaz de traduzir quão interessante pode ter sido o nosso programa. 

Com a chagada da Malu queríamos manter nossas viagens, mas viajar com criança exige um pouco mais de programação, infraestrutura e até investimento. Passamos a organizar nossos passeios baseados também nas necessidades dela e continuamos nos aventurar por aí. 

Nosso primeiro destino com ela foi Santiago do Chile. Ela tinha 4 meses, só mamava e em livre demanda (mamava toda hora que sentia vontade).

Malu mamando em alguma pracinha do Chile

 Ela nunca foi uma criança de mamar só quando está com fome. Ela está com quase dois anos e continuamos no mesmo ritmo. Loucura, né? Mas economizo bons reais com a academia. 

Nossa viagem mais recente foi para Buenos Aires, a segunda internacional com a Malu e talvez quase a décima dela. 

Acho que já temos alguma experiência viajando com bebê e resolvi reunir algumas dicas e informações importantes para quem pretende viajar com crianças.

A primeira coisa que eu gostaria de dizer é: não deixe de viajar com seus filhos! Sim, exige maior planejamento, mas existe criança em qualquer lugar do mundo, então permita que eles comecem logo cedo a construirem suas próprias aventuras de viagem e assim também não deixe de continuar vivendo as suas.

Sempre gostei de me organizar usando listas. Feitas com caneta e papel. Aos poucos tenho migrado para dispositivos eletrônicos, uma vez que sempre, sempre mesmo, perco ou esqueço a lista no em algum lugar, mas no decorrer do processo elas sempre ajudaram. Começo descrevendo tudo o que preciso verificar para o próximo destino, para que eu consiga ter um bom planejamento de como será toda a viagem. Ah, faço isso desde antes da Malu nascer. Nunca viajei com tanta lista como quando fui fazer o enxoval dela. Então, a minha primeira lista é: a lista das listas que preciso fazer. Parece engraçado, mas funciona pra mim, gente! 

Eu adoro dar nome para as viagens. Sou dessas. Estou trabalhando em uma dessas listas agora. Vamos fazer uma viagem dos sonhos no ano que vem, e bem no topo do meu roteiro eu escrevi com letras bem grande e uma fonte bem bonita #benditaviagem hahahahaha Nada original, né? Mas foi a primeira vez que nominei uma viagem assim. A lista das listas vai dividir esse post em etapas, pra não ficar muito grande, você não se cansar de ler, e também pra você voltar aqui outras vezes. E a divisão será assim:

Documentação

Arrumando a Mala

Durante o voo

Alimentação

Remédios

Hospedagem

Roteiro de viagem

Vamos começar falando da documentação, já que não deveríamos sair sem ela nem de casa, imagina do estado ou do país. 

Tudo vai depender do seu destino. Para viagens nacionais apenas a certidão de nascimento da criança pode ser apresentada. Os pais devem portar documento com foto, sendo que o Documento de Identidade precisa ter menos de 10 anos e a carteira de habilitação não pode estar vencida. Pode ser o passaporte válido também. Tudo isso se a criança estiver viajando com pelo menos um dos pais. Para viajar com terceiros: tios, tias e outros queridos a criança de 2 a 11 anos precisará de uma autorização da Vara da Infância e Juventude. Para viajar com os avós, basta apresentar os documentos que comprovem a relação de parentesco. Mas tem um detalhe importante aí: os nomes nos documentos apresentados devem ser os mesmo. Ah, mas que detalhe besta! Vó é Vó, claro que o nome será o mesmo. Só que não. Por exemplo: quando fiz minha carteira de identidade usei minha certidão de nascimento para isso, lá minha mãe consta com o nome de casada, apesar de já estar separada muitos e muitos anos. Mas não apresentamos a certidão dela com a averbação do divórcio, na verdade, nem sei se seria aceita, mas enfim, minha mãe briga e reclama, pois em todos os meus documentos ela tem o nome que usava quando era casada com meu pai já andei investigando como faço para alterar, mas é uma cadeia muito complexa. Consequentemente: os documentos da Malu nos quais o nome da minha mãe aparece, lá está ela casada com meu pai, de novo! Ela viajou esses dias com minha sobrinha. Levou para o aeroporto além da documentação regulamentar a certidão de casamento com a averbação do divórcio, para garantir. Afinal seriam dois embarques, e não dá pra contar com a gentileza e entendimento do atendente. Tem de garantir o sossego do passeio desde a saída de casa. Correu tudo bem e elas tiveram uma linda viagem. 

Para viagens internacionais a documentação que a criança precisa é a mesma de um adulto: passaporte válido e visto, se o destino do passeio exigir. É recomendável levar também a certidão de nascimento ou documento de identidade para poder comprovar a filiação. Quando fomos para o Chile levamos apenas o RG da Maria Luísa é tudo deu certo.

Primeiro voo da Malu. Acho que ela estava assustada, mas se comportou super bem!

Caso a criança viagem com apenas um dos pais é preciso apresentar autorização do pai ausente com firma reconhecida em cartório. 

Uma vantagem é que os pequenos, até os dois anos de idade, não pagam passagem, apenas as taxas de embarque. 

Então preparem suas listas, organizem a documentação e comprem as passagens! 

Se joguem no mundo, pessoal. 

E você? Já viajou com seu bebê? Conta pra gente como foi! 

Beijos e até as próximas dicas. 

Anúncios

Mais um mês… 

Hoje minha filha completou 8 meses. Já é quase uma gestação, né? E por diversas vezes hoje me peguei olhando pra minha pequenininha  e pensando o quanto de coisa já vivemos nesse curto eapaço de vida.

Faz algum tempo li um texto que falava que a maternidade é viver em extremos. Extremo amor, extremo cansaço, extrema realização. Um medo extremo do que não poderemos prever ou resolver.

E é bem isso mesmo. Não se sente nada pela metade em terras de quem é mamãe. Hoje tenho uns medos muito loucos. Medos inteiros. Medo de coisas que eu nem antes parava pra pensar.

Sou muito feliz e muito grata por ter a Maria Luísa como filha. Ela ainda não me chama de mamãe, mas sem dizer nada eu sei que é a mim que ela procura quando chora. Que no meu colo ela se sente protegida e acalentada. Isso faz valer a pena qualquer medo, insegurança ou noite extremamente mal dormida.

img_2337
Minha filha, meu mundo ficou melhor quando você chegou. Eu ja era feliz, mas você trouxe ainda mais motivos pra eu querer sempre o bem, sempre o melhor. Te amo. Muito.